Escolhi fazer a análise dessa música pois nela consigo retratar meu último romance (literalmente). Tentarei, nesta interpretação, colocar palavras preciosas. Digo precisas, porque para poder dissertar com clareza e simplicidade esta canção, deve haver uma medida feita apenas com adjetivos que deem sinônimos de amor. Uma canção feita com um toque exacerbado de sentimentalismo.
A análise:
A ideia principal da composição é a perspectiva de um homem velho que anceia por um o amor que sempre fora procurado e, depois de desistir da busca exaustiva e longa, encontra-o.
"E até quem me vê lendo o jornal, na fila do pão, sabe que eu te encontrei..." Esse verso mostra que não há necessidade de esconder o amor que está sentindo, pois o velho quer mesmo mostrar que encontrou seu tesouro. É explícito, na composição, que se trata de um casal com idades opostas: "... e ninguém dirá que é tarde demais, que é tão diferente assim. Do nosso amor, a gente é quem sabe, pequena..". No momento em que ele diz: "Me diz o que é o sufoco que eu te mostro alguém afim de te acompanhar", mostra que ele está disposto a acompanhá-la, enfrentando todas as dificuldades que, juntos, passariam. "Tanto clichê, deve não ser...". Adoro essa parte, porque ele diz que para falar de amor é quase impossível fugir dos clichês: as mesmas falas, frases feitas, ideias; e que, mesmo sendo difícil ser original ao falar de amor, ele fará de tudo para sair desse padrão. "Me diz o que é o sossego que eu te mostro alguém afim de te acompanhar" depois do sufoco, do preconceito (vindo da origem real da palavra), ele diz que está disposto a ser feliz com a amada para sempre, dá um sentido de alta proteção para com a moça. E, para finalizar, concluirei com o verso: "... e se o tempo for te levar, eu sigo essa hora e pego carona pra te acompanhar...", mostra que, independente de tempo ou lugar, o que importa mesmo pra ele é estar do lado de quem ele realmente que estar: do lado da sua metade.