quinta-feira, 2 de junho de 2011

Último Romance - Los Hermanos



Escolhi fazer a análise dessa música pois nela consigo retratar meu último romance (literalmente). Tentarei, nesta interpretação, colocar palavras preciosas. Digo precisas, porque para poder dissertar com clareza e simplicidade esta canção, deve haver uma medida feita apenas com adjetivos que deem sinônimos de amor. Uma canção feita com um toque exacerbado de sentimentalismo.

A análise: 

A ideia principal da composição é a perspectiva de um homem velho que anceia por um o amor que sempre fora procurado e, depois de desistir da busca exaustiva e longa, encontra-o.
  "E até quem me vê lendo o jornal, na fila do pão, sabe que eu te encontrei..." Esse verso mostra que não há necessidade de esconder o amor que está sentindo, pois o velho quer mesmo mostrar que encontrou seu tesouro. É explícito, na composição, que se trata de um casal com idades opostas: "... e ninguém dirá que é tarde demais, que é tão diferente assim. Do nosso amor, a gente é quem sabe, pequena..". No momento em que ele diz: "Me diz o que é o sufoco que eu te mostro alguém afim de te acompanhar", mostra que ele está disposto a acompanhá-la, enfrentando todas as dificuldades que, juntos, passariam. "Tanto clichê, deve não ser...". Adoro essa parte, porque ele diz que para falar de amor é quase impossível fugir dos clichês: as mesmas falas, frases feitas, ideias; e que, mesmo sendo difícil ser original ao falar de amor, ele fará de tudo para sair desse padrão. "Me diz o que é o sossego que eu te mostro alguém afim de te acompanhar" depois do sufoco, do preconceito (vindo da origem real da palavra), ele diz que está disposto a ser feliz com a amada para sempre, dá um sentido de alta proteção para com a moça. E, para finalizar, concluirei com o verso: "... e se o tempo for te levar, eu sigo essa hora e pego carona pra te acompanhar...", mostra que, independente de tempo ou lugar, o que importa mesmo pra ele é estar do lado de quem ele realmente que estar: do lado da sua metade.

Olá.

Olá.
Quero dizer que não acredito muito em blogs.
Aliás, melhor: não acredito que as pessoas leiam mesmo essas coisas que os outros escrevem neles. Sério. As pessoas têm preguiça de ler... eu mesmo tenho.
Então, não estamos escrevendo esperando sermos lidos. Queremos, mas não esperamos: criamos o blog porque gostamos de escrever.

Minha namorada e eu gostamos de escrever.
Acreditamos que dificilmente pode haver ato mais valioso do que traduzir em palavras tudo quanto podemos pensar e sentir. E eis aqui o tema desse blog: pensamentos e sentimentos.

Eu bem sei que mais difícil do que achar alguém que goste de ler é achar alguém que goste de ler em blogs. MAAAIS difícíl, então, é encontrar um indivíduo que gosta de ler blogs que falam sobre sentimentos.

Pouca gente fala sobre amor, tristeza, ódio e felicidade. São sentimentos com os quais convivemos o tempo todo e que nos tomam tempo desde que nos levantamos até quando adormecemos, mas quase nunca nos damos conta disso.
Se acordamos chorando, muitas vezes vamos limpando os olhos até a faculdade ou o colégio. Vamos pro banheiro, lavamos o rosto e treinamos nele o sorriso mais fiel possível. Não contamos pra ninguém dessa desordem que nem nós sabemos ser da carne ou da alma, e, se por acaso alguém perguntar da lágrima que escapou sem querer, dizemos rápido que é do cisco no olho e, bobos, fingimos tirá-lo com o mesmo ânimo que tiraríamos do peito essa angústia...

Dá até vontade de falar alguma coisa bem idiota e pornográfica aqui, porque sei que dificilmente alguém estará lendo essa parte. EAE. rs.
Enfim, pessoas.  Estamos aqui pra escrever.