Amar –antes de tudo- é gostar. Gostar bastante.
Por isso que quem gosta muito de cantar diz que ama cantar; e por isso também fala aquele que, indagado sobre tal livro, responde que por ele sente amor.
Amar é gostar bastante.
E gostar é ter gosto em algo ou alguém; é sentir prazer com aquilo ou aquele.
Vai-se de prazer em prazer e nasce, assim meio que de repente, o que chamamos amor.
Bastante não é só o que basta, o que cabe. Bastante é o que é muito, e não raras vezes sobra e passa.
Gostar de ver, de falar e de ouvir determinada pessoa é o exemplo.
Se gostamos de quem nos gosta, daí gosta-se em duo de beijar, abraçar, tocar e sentir tudo quanto se tem em pares –porque tudo que se tem é bom e tudo que é bom suscita prazer. E a gente gosta de prazer.
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